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PRECEITOS DE PAZ
Agora é o seu mais belo momento para realizar o bem.
Ontem passou e amanhã está por vir.
Qualquer encontro é uma grande oportunidade.
Não deixe de falar, mas aprenda a ouvir.
Fuja de cultivar conversações menos dignas.
O interlocutor terá vindo buscar o seu respeito
a Deus e à vida, a fim de equilibrar-se.
Não dê tempo a lamentações.
Meia hora de trabalho, no auxílio ao próximo,
muitas vezes consegue alterar profundamente os nossos destinos.
Não mostre rosto triste.
Muita gente precisa de sua alegria para levar alegria aos outros.
Não menospreze quem bate à porta,
aquele que aparentemente incomoda
pode ser portador de grande auxílio.
A ninguém considere inútil ou fraco.
Não persista em obstinações, reações ou discussões desnecessárias.
Auxilie a todos que lhe partilhem o clima individual.
Ainda mesmo na doença mais grave
ou na penúria mais avançada,
você pode prestar um grande serviço ao próximo:
você pode sorrir.
(André Luiz - Psicografia de Chico Xavier)

Diálogo da Amizade
- Ergueste-me na caminhada...
Deste-me guarida no afeto santo
do teu coração...
Advertiste-me fraternalmente nas
passadas equívocas...
Acompanhaste-me nas sombrias noites
da desesperação...
Choraste e abraçaste-me quando, alucinado,
entrevi a desesperança e o teu testemunho
de solidariedade foi-me a confirmação da
presença divina socorrendo-me nas lágrimas...
Não descuraste do pão à minha mesa...
Não relegaste o meu coração à solidão
fria das longas horas da doença indomável...
Jamais perdeste a oportunidade do conselho
amigo, intentando dirigir-me à ação nobre...
Por tudo isto te sou grato...
- Para mim, isto nenhum esforço representou
amigo, desde quando, expressou o carinho do
meu coração pela tua existência.
- Sim, bem sei. É por isto que Deus te
colocou na Terra para alentar o caminho
dos homens, sacramentando-te com o sublime
nome de Amizade...
( Meimei - Espírito/ psicografado por Chico Xavier )



Confia sempre
Não percas a tua fé entre as sombras do mundo,
Ainda que os teus pés estejam sangrando,
segue para a frente,
erguendo tua fé por luz celeste,
acima de ti mesmo.
Crê e trabalha.
Esforça-te no bem e espera com paciência.
Tudo passa e tudo se renova na Terra,
mas o que vem dos céus permanecerá.
De todos os infelizes os mais desditosos
são os que perderam a confiança em Deus e
em si mesmos, porque o maior infortúnio é
sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.
Eleva, pois, o teu olhar e caminha.
Luta e serve. Aprende e adianta-te.
Brilha a alvorada além da noite.
Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe
o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te
com a aflição ou ameaçando-te com a morte...
Não te esqueças, porém,
de que amanhã será outro dia.
(Meimei - Espírito / F. C. Xavier - Médium)


VEM E AJUDA
Repara, além das rosas do teu horto,
Onde a luz do teu sonho brilha e mora,
Os romeiros que seguem, vida a fora,
Padecendo aflição e desconforto.
Infortunados náufragos sem porto,
Tristes, rogando a paz de nova aurora,
Levam consigo a dor que clama e chora
Sob as chagas do peito quase morto...
Não te detenhas!... Vem, socorre e ajuda
A multidão que passa, inquieta e muda,
Implorando-te amor, consolo e abrigo!...
Reparte o pão que te enriquece a mesa,
Estendendo o teu horto de beleza,
E o Mestre Amado habitará contigo.
(Auta de Souza - Espírito - Psicografada por Francisco Cândido Xavier)



Poema da Gratidão
Senhor Deus!
Nós, aqueles que te amamos,
Levantamos para agradecer!
Queremos dizer-te que a vida é bela, rica de magia,
marcada por várias emoções de euforia...
E, ao invés de pedir-te, eu que tenho tanto , quero agradecer...
Então, Senhor,
muito obrigado pelo que me destes,
Muito obrigado pelo que me dás,
Obrigado pelo ar, pelo pão, pela paz.
Muito obrigado pela beleza que meus olhos vêm no altar da natureza,
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar,
Que acompanham as aves ligeiras, que correm fagueiras pelo céu de anil,
E que se debruçam sobre a terra, cercada de flores em tonalidades mil,
Muito obrigado, Senhor
Pela minha faculdade ver.
Porque, através dos meus olhos, posso contemplar
a Natureza e todos os painéis de beleza,
Olhos que me permitem ver o amor,
Mas, dentro deles detectam a tristeza, o sofrimento e a dor.
Enquanto o cego que não pode enxergar, por eles eu oro,
Porque tenho a certeza que, depois desta vida, na outra vida,
eles também poderão enxergar.
Muito obrigado Senhor pelos ouvidos meus,
Que me foram dados por Deus
Ouvidos que ouvem o burilar, da chuva no telheiro,
A melodia dos ventos nos ramos do salgueiro,
e as lágrimas que choram nos olhos do mundo inteiro.
Ouvidos que ouvem a música do povo,
Que desce do morro à praça a cantar,
A melodia dos imortais,
Que a gente ouve uma vez e não esquece nunca mais.
Pela minha faculdade de ouvir,
Deixa-me pelos surdos pedir,
Eu sei que, depois desta dor,
No teu Reino de amor
Eles também voltarão a ouvir
Muito obrigado, Senhor
Pela minha voz,
Mas, também, pela tua voz,
Pela voz que canta, que declama, que ensina,
que evangeliza, que ilumina,
Pela voz que flauteia uma canção,
E que Seu nome repete com profunda emoção.
Diante de tanta melodia
Deixa-me orar pelos que sofrem de afazia,
Os que não cantam de noite, os que não falam de dia
Eu sei que, depois desta prova, na vida nova,
Eles também cantarão.
Muito obrigado Senhor
Pelas minhas mãos,
Mas, também, pelas mãos que aram, que semeiam, que trabalham.
Pelas mãos d’amor, mãos de ternura,
mãos que libertam o homem da amargura
Mãos de caridade, de solidariedade,
Pelas mãos que escrevem cartas de amor,
Que diminuem a dor,
Pelas mãos que embalam o filho de corpo alheio,
Como se fosse do seu seio.
E pelos pés que me levam a andar, sem reclamar,
Obrigado Senhor, porque eu posso caminhar.
Diante do meu corpo perfeito, eu te quero louvar
Porque existem na Terra infelizes,
aleijados, desgraçados, trombados,
E eu, posso bailar.
Oro por eles... Eu sei,
Que depois desta expiação
Na outra encarnação
Eles também bailarão.
Muito obrigado, enfim, pelo meu lar.
É tão bom ter um lar.
Não é importante que este lar seja uma mansão,
um gravato de dor, um ninho
Uma casa do Caminho, seja lá o que for.
Mas, é muito importante que dentro deste lar haja amor.
Amor de mãe, ou de pai, de esposa ou de marido,
De amigo ou de irmão,
De alguém que nos dê a mão,
Nem que seja o olhar de um cão,
Porque é muito cruel viver na solidão.
Mas, se a ninguém eu tiver para me amar,
Nem uma casa pequenina, para eu morar
Nem um teto para me abrigar,
Nem cama para me deitar,
Nem aí me desesperarei.
Porque eu tenho a ti, Senhor, e te direi:
Obrigado Senhor, porque nasci,
Obrigado Senhor, porque creio em ti,
Muito obrigado Senhor pelo teu amor,
Muito obrigado, Senhor...
(Psicografia de Divaldo Pereira Franco - Espírito de Amélia Rodrigues)